O mercado de equipamentos agrícolas está em alta. Em algumas concessionárias, o tempo de espera por um trator pode chegar a quatro meses.
O agricultor Moacir de Moraes esperou 110 dias para receber uma máquina nova. “Há muita procura. Muita gente está comprando. Então, o mercado está muito aquecido”, falou.
A procura é tanta que hoje a fila de espera supera o volume de entrega. O exemplo é a concessionária em Sorocaba. Em janeiro, ela entregou 45 máquinas. Hoje, tem 110 produtores à espera de um trator.
“A demora é em virtude da grande demanda do mercado. O mercado aqueceu bastante. A gente acaba deixando a desejar em questão de entrega de trator, que hoje está na faixa de 120 dias. O normal seria de 30 a 60 dias para entregar a máquina”, explicou Edmar de Oliveira, gerente.
Os números da Anfave, Associação Nacional dos Fabricantes, confirmam o bom momento das vendas de máquinas agrícolas. Em janeiro deste ano foram comercializadas em todo país 4,6 mil unidades. São 48% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Linhas de financiamentos com juros baixos facilitam a vida do produtor. Pelo BNDES, o agricultor pode financiar uma máquina e pagar com juros de 4,5% ao ano. O Pronaf, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, tem juros menores ainda, de 2% ao ano. Um programa do governo paulista, conhecido como Pró-Trator, tem juro zero. São condições que ajudam principalmente os pequenos produtores com pouco capital para investir.
“Hoje o que está vendendo mais são pequenos tratores. O vendedor fica muito satisfeito”, disse o vendedor Airton Bastos.
Por causa do bom momento do mercado, a Case/New Holland, uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas, anunciou que vai completar, nos próximos dois anos, um programa de investimento de um bilhão de reais no Brasil. O objetivo é aumentar a produção de colheitadeiras.
Globo Rural